sexta-feira, 30 de junho de 2017

Nota sobre a enquete

         

       A enquete será realizada até o dia cinco de julho, às quatro e meia da tarde. O livro mais votado terá uma resenha publicada de três a sete dias depois do resultado final.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Percepções sobre a política brasileira atual



             A política brasileira é nojenta. Nossa história republicana é manchada por escândalos, ditaduras, revoltas, insurreições, corrupção, clientelismo. Não obstante, nossa história colonial e imperial também possui suas peculiaridades: fugas, adultérios, interesses pessoais, exploração, escravidão. Parece até que as coisas não mudaram tanto em terras tupiniquins desde que os portugueses chegaram em 1500.
            O que acontece é que o povo brasileiro (tanto o cidadão comum quanto os empresários e os políticos) nunca esteve preparado para viver em república. Nunca o povo brasileiro se educou para viver em uma nação que fosse comandada pelo poder do povo, respeitando a coisa pública (res publica). Por isso, escancaradamente vivemos em uma sociedade corrompida e fracassada.
            Não nos espantemos com as corrupções de Lula, Dilma, Temer; nem de Fernando Henrique Cardoso, nem de Collor, nem de João Goulart, Vargas, Floriano Peixoto, Pedro I. Difícil é ouvir falar de um governo que não tenha sido suspeito de um mínimo caso de corrupção. Quando digo governo não falo somente do presidente em questão (ou do monarca), mas de todos os seus subordinados. Saindo do executivo federal, inúmeros também são as corrupções mais regionais, nos nossos Estados e municípios. Coloco em pauta a corrupção institucionalizada, que vem de cima para baixo.
            Recentemente, a delação de um dos símbolos do monopólio Estado-empresa no Brasil, Joesley Batista, revelou que o atual presidente do país, Michel Temer, é o chefe da mais perigosa quadrilha atuante em terras nacionais. Revelou também que esta quadrilha foi formulada, orquestrada e fundada por ninguém mais ninguém menos que o mártir da esquerda brasileira, Lula. Isso demonstra como a corrupção atual é diferente dos tempos anteriores a democratização.
            O que se percebe, sem dúvida alguma para quem não é viciado pelo partidarismo barato, é que a corrupção nos dias atuais é feita por meio de sua institucionalização como forma de aquisição e manutenção do poder perpétuo. Ao ascender ao comando do Brasil, o Partido dos Trabalhadores começou a utilizar-se de recursos públicos (leia-se SEU, MEU, NOSSO dinheiro) para se manter no poder, auxiliado por partidos que encenavam oposição, tal qual o PSDB. As denúncias feitas pelas nossas instituições republicanas demonstram que o monopólio criado pelo Estado brasileiro no grande empresariado nacional (Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, JBS) foi uma maneira de receber e dar favores com um retorno claro e límpido: a manutenção dos partidos e de toda a camaradagem no comando.
            Medidas Provisórias, projetos de lei, Emendas Constitucionais: nossa legislação pós 1988 foi toda vendida para a posterior compra do poder político. Aqui no Brasil não existe capitalismo, não existe democracia, não existe liberdade política: existe um socialismo clientelista que faz girar a máquina pública e o poder corrompido.
            A política nacional é toda comandada pelas velhas famílias oligárquicas de outrora e pelos mesmos conglomerados partidários. É triste ver o país jogado nas mãos de poucas pessoas que possuem tanto poder sobre nossas vidas. O povo precisa ser soberano, o Estado tem que servir ao povo e não o contrário. A população quer uma coisa, e a quer em toda a História da humanidade: liberdade. É com este singelo livre-arbítrio que se constrói riqueza, prosperidade, qualidade de vida, paz e felicidade. Se deixarmos tudo nas mãos podres do Estado, estaremos sempre dando poder e margem para outras pessoas ditarem a maior parte das nossas vidas.
            O que resta é buscar a consciência. Devemos nos educar, aprender sobre cidadania, filosofia, sociologia, economia, História. Devemos entender o que é democracia, o que é, de fato, uma república. Só assim fortaleceremos ainda mais nossas instituições e fomentaremos um ambiente político ético e moral. Necessitamos, com urgência, nos libertar da velha politicagem e dos braços fortes do Estado brasileiro interventor.