sábado, 14 de maio de 2016

Uma perspectiva - O Homem e a Terra

                O que dizer do Homem? Um ser que transforma o mundo e sua própria espécie; transforma outras espécies; até mesmo vírus e bactérias. O Homem é um ser incansável, revolucionário. Uma espécie rica internamente, com inúmeras raças e etnias particulares. Cada Homem contém em si um universo próprio.
                A humanidade caminha para onde? Qual o futuro que queremos deixar para os novos indivíduos do Homo sapiens e para a mãe Terra? Gaia nos observa diariamente, e nos observa destruindo a ela mesma e a nós próprios. O que será de nossa morada daqui uma década, meio século, um século, um milênio? Será caótica e apocalíptica?
                É inegável que transformações aconteçam naturalmente. É inegável que o Homem não é o único responsável pelas mudanças climáticas e geográficas. “Eras do Gelo” já se fixaram por milhões de anos na Terra; eventos meteorológicos já dizimaram infinitas espécies. Coisas que não vemos hoje em dia.
                O Homem aquece a Terra. Eleva torrencialmente, a partir da Revolução Industrial, a temperatura de sua própria morada. Nunca teremos mais uma Era do Gelo e, com isso, não seremos extintos morrendo todos congelados. Entretanto, até que ponto podemos aquecer o planeta? Qual o ponto de ebulição da Terra?
                Inegavelmente, o Homem é um ens sociale – um ser social. Sua necessidade biológica de precisar de demais indivíduos de sua própria espécie e de demais espécies, transcende para a necessidade sociológica de se interagir, mudar, crescer. Não somente em relação a outros seres, mas com o maior deles: a Terra.
                O Homem muda o planeta não somente porque deseja se desenvolver, mas porque é um bicho inquieto; formulado antropologicamente para sobreviver, afinal, Homo sapiens conseguiu vencer a batalha hominídea pela supremacia de sua raça na Terra, derrotando o “Homem de Neandertal” e demais subespécies.
                Chegamos em 2016 num mundo virtual-real: a realidade perpetua em meios digitais. Essa evolução tecnológica nos levou a uma qualidade de vida nunca antes vista na  Humanidade; e está, em tese, sempre melhorando. Não sejamos ingênuos de pensar que tudo é uma maravilha, afinal, somos inquietos: até gostamos de causar problemas para agitar a vida.
                O importante é nunca parar. Nunca estagnar. Nunca se dar por satisfeito. E isso deve ser levado para a análise de nossa própria casa. Temos que levar desenvolvimento também para a mãe Terra, afinal, se Gaia morrer, o que será de nós?

                Cuide bem do mundo. Ele não é descartável e nem infinito. Descartável e infinito, para o Universo, é essa espécie de bicho inquieto que muitas vezes só atrapalha.

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