sábado, 16 de julho de 2016

Gutenberg, o homem que revolucionou a vida humana

         Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg é, sem dúvida alguma, o grande transformador dos ditames da História do ser humano moderno. Se não fosse por ele, com certeza o desenvolvimento tecnológico e intelectual da sociedade humana demoraria ainda vários séculos para atingir o nível que atingiu após sua extraordinária invenção: a prensa industrial.
           Imagine-se em um mundo onde os livros, os jornais, as revistas, e tudo aquilo que é impresso em grande escala, fossem relíquias e requinte dos mais abastados ou de uma classe religiosa; não haveriam livrarias, redes de notícias, bibliotecas; a informação chegaria até nós de maneira lenta, pois quiçá o ser humano não teria capacidade intelectual de dominar nem mesmo a eletricidade; grandes pensadores não teriam seus escritos publicados de maneira a satisfazer suas vontades e atingir todos os níveis da sociedade, para assim mudá-la... onde estaria a intelectualidade de nossa civilização? Foi dessa vida que Gutenberg nos salvou. Ele nasceu em 1398, em Mainz, no antigo Sacro Império Romano-Germânico, correspondente a atual Alemanha.
  Em sua juventude, demonstrou um afinco interesse em livros, lendo a maior parte de seus dias. Deve-se ressaltar que, durante a Idade Média, – período histórico que se passa a vida de Gutenberg – as obras eram escritas à mão, e quem detinha o conhecimento intelectual da época era a Igreja Católica, deixando a cargo de monges e escribas o trabalho de produzir livros e demais materiais didáticos. Com o monopólio cultural da Igreja, os livros tinham preços altos e eram inacessíveis ao público em geral. Em seu trabalho como ourives, dominava a técnica de fundição e moldes de ouro e prata, que mais tarde lhe auxiliariam em sua grande invenção. Seus trabalhos com joias eram considerados artísticos e de ótima qualidade
  Era filho de um rico comerciante local, Friele Gensfleisch zur Laden, que mais tarde adotaria o sobrenome “zum Gutenberg”, referente a comunidade que se mudara com sua família. Johannes Gutenberg iniciou, segundo consta sua historiografia, como ourives do bispo de Mainz, entretanto, também é conhecido por ter sido um notável vendedor de roupas. 
Em meados de 1455, após anos de pesquisas e criações, Gutenberg pegou nas mãos seu legado em forma de livro, - uma Bíblia - impresso com uma técnica infalível: a prensa de tipos móveis. A impressão já existia na China antiga há mais de dez séculos, entretanto, a criação de Gutenberg, que moldara os tipos em um material bem mais resistente e durável que os usados pelos chineses, deixou a impressão extremamente eficaz e dinâmica, alcançando números de produções industriais.
 A partir desta invenção, os livros passaram a ser não mais uma exclusividade intelectual e monetária dos monges católicos e seus escribas, mas sim de toda a humanidade. Gutenberg conseguiu ser o grande dínamo que faltava para que a corrente do Renascimento dominasse a sociedade europeia. Até o ano de 1489, suas prensas já haviam alcançado a Itália, França, Espanha, Holanda, Inglaterra e Dinamarca. Em 1500, cerca de 15 milhões de livros já haviam sido impressos.
Apesar disso, o poderio da Igreja Católica ainda era dominante nos setores da sociedade que produziam livros e demais materiais a partir da prensa. Mas, por outro lado, a invenção de Gutenberg foi o grande arranque para que a Europa e a humanidade tivessem em mãos o poder de desenvolver e elevar o nível de inovação da civilização humana. Se não fosse por Johannes Gutenberg, a vida nunca seria como é hoje – ou demoraria longos séculos até que o fosse. Livros seriam peças raras, bem como nossa liberdade.
A prensa de Gutenberg

     


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