quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Uma breve reflexão sobre a (in) tolerância



O ser Humano nunca foi simpatizante da ideia de tolerância. E isso não é ruim; pelo menos não do ponto de vista naturalista. É biológico um ser vivo não ser aberto no que tange a ideias - e comportamentos - distintos do seu. Um ser Humano não terá - biologicamente - uma simpatia por um outro humano que pensa diferente dele.
Possuímos um mecanismo de defesa muito grande, e qualquer ameaça a nós, ou ao nosso intelecto, é respondida com imediata repressão. Este mecanismo é um dos enfáticos fatores que nos levaram a um elevado grau de evolução. Entretanto, nossa espécie tem um lado social extremamente incrementado, somos um ens sociale. E esta moderníssima evolução fez com que, pelo raciocínio - uma característica particular e única dos humanos - respeitássemos outros humanos que pensam e agem diferente. Tolerar não significa concordar. Tolerar significa aceitar, respeitar.
A pluralidade de pensamento é o que faz com que o ser humano tenha desenvolvido um lado social mais avançado do que os demais seres vivos. Hoje em dia, vivemos uma polarização gritante no cenário nacional. Algo que engrandece o intelecto! Só que, infelizmente, falta tolerância. Tolerância é você ouvir o outro, é dar ao outro espaço para falar e se expor. Tolerância é querer diversidade de pontos de vista, é saber aquilo que o outro tem a compartilhar. Se não houver tolerância, o ser humano estará fomentando um retrocesso do comportamento social e estaremos, todos nós, mais pertos do ser humano primitivo do que do ser humano racional.

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