domingo, 15 de outubro de 2017

Um brinde aos mestres!

            

            Hoje é o dia do professor. Nos dias atuais, vemos pessoas que exercem esta função não para ensinar, mas para doutrinar nossos jovens e impor uma agenda política e filosófica. Apesar destes maus elementos, o Brasil ainda se sustenta pelas mãos dos bravos mestres que tentam, todos os dias, ensinar as diversas ciências que procuram explicar nosso vasto mundo e universo.
            Passamos por tempos difíceis e a educação está jogada no ralo já há algumas décadas. Nossos professores são maltratados não somente pelos governantes, mas, também, por inúmeros alunos. É uma profissão que, em nosso país, vê-se desmotivada e desprestigiada. Infeliz e pobre é o país que não reconhece os mestres que formulam o desenvolvimento do mesmo.
            É somente por meio do ensino e do consequente aprendizado que se chega a um pleno progresso. Parabéns a todos aqueles que, desde o ensino infantil até o superior, vivem para instruir o inquieto ser humano.
            O caminho é longo, entretanto, se não for percorrido, não sairemos do lugar em que nos encontramos.
            Feliz dia do professor!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

A revolução cultural e a pedofilia fantasiada de arte



           O caso do Museu de Arte Moderna de São Paulo não foi o único episódio de exposição da nudez humana a uma criança. Diversos outros aconteceram ao redor do país neste ano, sem mencionar toda a probabilidade de este comportamento ser prática reiterada nas últimas décadas.
            Saliento, a priori, que a crítica à exposição não é referente a performance de nudez interposta pelo ator. É importante deixar claro que a liberdade de expressão deve ser tutelada por todos; é um direito natural do ser humano se expressar e se comunicar.
            O grande problema do episódio ocorrido foi a manifesta exposição da nudez adulta a – pasmem! – uma criança! Sim, isso mesmo. Os vídeos que circulam pela rede mundial de computadores mostram nitidamente que havia na exposição um homem adulto nu, deitado de costas para o chão, sendo tocado por uma criancinha de menos de seis anos de idade. Esta criança tocava o homem incentivada pela – pasmem novamente! – própria mãe! O rebento tateava os pés e as pernas do homem, que possuía o falo exposto aos seus olhos.
            Aqui vale um juízo natural da narrativa citada: se você leu os relatos acima e não sentiu repulsa, algo de errado ocorre em sua cabeça. Para não deixar dúvidas, repito brevemente: uma criança é incentivada a tocar em um homem nu, que possui as genitálias à mostra, pela própria mãe.
            Tanto para o Código Penal quanto para o Estatuto da Criança e do Adolescente, este fato é caracterizado como pedofilia ou incentivo à pedofilia. Mas, apesar de todo este conjunto probatório, por que ainda existem pessoas que defendem o Museu, o ator e a mãe? Veja bem, a questão é mais séria que imaginamos. Faz-se necessário expor todo o contexto que está por trás desta camada externa.
            Os defensores se utilizam dos conceitos de “arte”. O nu humano é artístico e, sendo arte, não deve ser proibido para crianças, pois arte é a representação do próprio ser humano. Esta camada protetora consegue muitos adeptos e simpatizantes, entretanto, pergunto-me se alguma destas pessoas deixariam o filho tocar num homem nu desconhecido. Hipocrisia, talvez?
            Bem, toda esta retórica recheada de demagogias nos remete à origem de todo este círculo dialético entre arte, nudez e pedofilia. Somente analisando as forças que dominam as vontades dos envolvidos é que entenderemos o fato em sua realidade.
            Muitos já ouviram falar – e estudaram no Ensino Médio – sobre a escola filosófica conhecida como Escola de Frankfurt. Esta corrente de pensamentos pregava a destruição da sociedade ocidental e de todos os seus princípios – princípios estes judaico-cristãos -, passando pelo campo da moral e da ética. Os frankfurtianos, para desestabilizar e acabar com a cultura ocidental, utilizariam de diversos métodos para se chegar a revolução marxista. A Escola de Frankfurt, então, se tornou o maior expoente do marxismo cultural, teoria formulada pelo pensador italiano Antônio Gramsci.
            Pois bem. A busca por este objetivo transmuta-se a atacar a base de toda a sociedade humana: a família. Esta corrente diz que, para se fazer a revolução, a família deveria ser desfragmentada. Ora, mas qual o motivo disto? A resposta é pura e cristalina: a família é o primeiro grande e eficaz filtro que protege o indivíduo do Estado e de todas as grandes instituições de poder.
            Para se chegar a revolução comunista, e sua posterior efetivação, a família deveria perder seu poder, fazendo-se, então, uma ligação direta entre indivíduo e Estado; manipulação clara e iminente, poderosa e irrefreável.
            Herbert Marcuse, um dos teóricos de Frankfurt, utilizava-se da sexualidade para o ataque à família ser bem sucedido. Para o pensador, a repressão sexual dos pais em face de seus filhos pequenos era fruto da sociedade capitalista. Para tanto, a erotização das crianças e seus eventuais abusos físicos deveriam ser fomentados para que a família perdesse seu controle sobre os rebentos, acabando com a repressão do sexo oriunda do capitalismo, desestabilizando o próprio sistema.
            É inegável que os frankfurtianos se tornaram uma referência do progressismo radical no século XX, ganhando inúmeros seguidores e simpatizantes ao longo do globo, em especial, é claro, no Ocidente.
            O marxismo cultural – o mais perverso inimigo da sociedade humana – angaria adeptos nos seguimentos de esquerda da política mundial, desde os democratas americanos até os partidos brasileiros, figurando em lugar de destaque o PT, PSOL, PCdoB, PSB e demais.
            Não se engane, leitor. O episódio do MAM de São Paulo é só a ponta do iceberg, bem como a exposição do “Queermuseum” no Sul do país. O próprio Ministério da Educação tem em seu programa curricular o ensinamento do sexo para criancinhas de ensino infantil e a propagação de material sexual explícito, como no caso do conhecido “kit gay” – saliento: o problema está na erotização das crianças e não na exposição das características homossexuais.
Toda a sociedade brasileira, como já falei outras vezes no blog, está envenenada pelo marxismo cultural, com o intuito claro e manifesto de destruição da família e de toda a moral judaico-cristã, para que o indivíduo seja facilmente manipulado pelo Estado e outras instituições de poder.
A moral do Ocidente é baseada no valor do trabalho, na dignidade da pessoa humana, na proteção e construção do ambiente familiar, no respeito à propriedade privada, à liberdade de expressão, à legítima defesa e tantos outros direitos naturais e essenciais do ser humano. Com estes valores, torna-se difícil fazer a revolução comunista, que prega justamente o contrário dos referidos dogmas.
Faz-se necessário, para a esquerda, tirar a família do jogo ideológico, enfraquecendo a rede de valores ocidentais que protegem as crianças, chegando, assim, a ter grandes possibilidades de manipulação coletiva para a revolução cultural marxista. E é isso o que aconteceu no MAM.
A pedofilia evidente no Museu é fruto justamente desta onda teórica que busca desintegrar a família por meio da erotização infantil, deixando de bandeja as crianças para as instituições de poder manipularem e doutrinarem. Uma hora utilizam-se da pedofilia sob a ótica da educação sexual; outra, sob a ótica do naturismo puro; chegou a vez de se utilizar do manto da expressão artística.
Cuidado, leitores. A revolução cultural está mais viva do que nunca.        


            

Rock in Horror

           

           O Rio de Janeiro foi tomado por dois grandes acontecimentos simultâneos: a guerra do tráfico e o Rock in Rio. O primeiro, causado pela disputa de poder na Favela da Rocinha; o segundo, oriundo da busca pelo prazer utilitarista.
            Falar de violência no Brasil é, infelizmente, clichê, sobretudo em relação ao Rio. A destruição de nosso país passa por ineficiência estatal na educação básica e na prevenção-repressão dos crimes. O fato é que, nas duas últimas semanas, a capital fluminense se viu tomada de súbito por uma pequena guerra entre Nem e Rogério 157, dois grandes traficantes da Rocinha.
            O motivo é comum: a busca incessante pelo poder. Soldados dos dois chefões entraram diariamente em confronto, como em cenário de filme, portando fuzis e atirando sem a menor preocupação com o pobre cidadão comum, que só quer trabalhar e sustentar a família.
            Após dias seguidos de tiroteios e a dificuldade da polícia estadual em conter a situação, o governador decidiu, por fim, pedir auxílio ao Exército brasileiro. Foi decretado, portanto, que as Forças Armadas intervissem na Rocinha, fazendo um cerco para que ninguém entrasse ou saísse.
            A guerra às drogas é ineficiente, cara e deixa incontáveis inocentes mortos. Todos nós estamos suscetíveis a sermos vítimas do tráfico direta ou indiretamente; bala perdida, assalto, homicídio: a maioria dos crimes registrados no Brasil tem relação com o tráfico.
            A marginalização de seguimentos da sociedade nacional remonta desde a Coroa portuguesa, passando por todos os períodos da História do Brasil. A falta de planejamento na desenvoltura social e urbana fez com que o marginalizado escolhesse o modo que lhe seria mais fácil ganhar a vida: o crime.
            No Rio, até mesmo em bairros ricos, o cidadão se vê, muitas vezes, surpreendido por tiroteios, arrastões e demais absurdos. Não há ninguém seguro. Os bandidos – até mesmo os de gravata – são quem manda no país.
            Neste cenário extremo de guerra entre traficantes na maior favela das américas, a mesma cidade foi palco do tradicional e cosmopolita evento Rock in Rio – que está mais para um “Pop in Rio”, diga-se de passagem. Enquanto mães choravam por seus filhos nas favelas, milhares de pessoas se divertiam na redoma da Cidade do Rock.
            O contraste é grande. E passou despercebido pela grande mídia.
            É latente a necessidade de conectar e contextualizar as diferenças negativas que existem neste episódio.
            Um ingresso do evento custa uma fortuna. Pessoas injetaram bastante dinheiro para ganharem algumas horas de diversão, em um mundo à parte, onde os heróis usam instrumentos musicais. No outro mundo, as balas encontravam seus alvos e o terror tomava conta das comunidades pobres.
            Este cenário é característico do Brasil. Desde sempre, grandes conglomerados de elite se protegiam do verdadeiro Brasil – pobre, subdesenvolvido e violento – em suas grandiosas mansões. Nos dias atuais, esta mesma camada se esconde em eventos internacionais, clubes privados e demais espaços próprios.
            Aqueles que não tem nem o mínimo para viver sadiamente ficam expostos ao caos da guerra às drogas em verdadeiros fronts urbanos. Enquanto havia suor na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro de verdade havia sangue sendo jorrado no chão e o ar sendo respirado em forma de medo.
            Até quando este triste contraste reinará?