terça-feira, 3 de outubro de 2017

A revolução cultural e a pedofilia fantasiada de arte



           O caso do Museu de Arte Moderna de São Paulo não foi o único episódio de exposição da nudez humana a uma criança. Diversos outros aconteceram ao redor do país neste ano, sem mencionar toda a probabilidade de este comportamento ser prática reiterada nas últimas décadas.
            Saliento, a priori, que a crítica à exposição não é referente a performance de nudez interposta pelo ator. É importante deixar claro que a liberdade de expressão deve ser tutelada por todos; é um direito natural do ser humano se expressar e se comunicar.
            O grande problema do episódio ocorrido foi a manifesta exposição da nudez adulta a – pasmem! – uma criança! Sim, isso mesmo. Os vídeos que circulam pela rede mundial de computadores mostram nitidamente que havia na exposição um homem adulto nu, deitado de costas para o chão, sendo tocado por uma criancinha de menos de seis anos de idade. Esta criança tocava o homem incentivada pela – pasmem novamente! – própria mãe! O rebento tateava os pés e as pernas do homem, que possuía o falo exposto aos seus olhos.
            Aqui vale um juízo natural da narrativa citada: se você leu os relatos acima e não sentiu repulsa, algo de errado ocorre em sua cabeça. Para não deixar dúvidas, repito brevemente: uma criança é incentivada a tocar em um homem nu, que possui as genitálias à mostra, pela própria mãe.
            Tanto para o Código Penal quanto para o Estatuto da Criança e do Adolescente, este fato é caracterizado como pedofilia ou incentivo à pedofilia. Mas, apesar de todo este conjunto probatório, por que ainda existem pessoas que defendem o Museu, o ator e a mãe? Veja bem, a questão é mais séria que imaginamos. Faz-se necessário expor todo o contexto que está por trás desta camada externa.
            Os defensores se utilizam dos conceitos de “arte”. O nu humano é artístico e, sendo arte, não deve ser proibido para crianças, pois arte é a representação do próprio ser humano. Esta camada protetora consegue muitos adeptos e simpatizantes, entretanto, pergunto-me se alguma destas pessoas deixariam o filho tocar num homem nu desconhecido. Hipocrisia, talvez?
            Bem, toda esta retórica recheada de demagogias nos remete à origem de todo este círculo dialético entre arte, nudez e pedofilia. Somente analisando as forças que dominam as vontades dos envolvidos é que entenderemos o fato em sua realidade.
            Muitos já ouviram falar – e estudaram no Ensino Médio – sobre a escola filosófica conhecida como Escola de Frankfurt. Esta corrente de pensamentos pregava a destruição da sociedade ocidental e de todos os seus princípios – princípios estes judaico-cristãos -, passando pelo campo da moral e da ética. Os frankfurtianos, para desestabilizar e acabar com a cultura ocidental, utilizariam de diversos métodos para se chegar a revolução marxista. A Escola de Frankfurt, então, se tornou o maior expoente do marxismo cultural, teoria formulada pelo pensador italiano Antônio Gramsci.
            Pois bem. A busca por este objetivo transmuta-se a atacar a base de toda a sociedade humana: a família. Esta corrente diz que, para se fazer a revolução, a família deveria ser desfragmentada. Ora, mas qual o motivo disto? A resposta é pura e cristalina: a família é o primeiro grande e eficaz filtro que protege o indivíduo do Estado e de todas as grandes instituições de poder.
            Para se chegar a revolução comunista, e sua posterior efetivação, a família deveria perder seu poder, fazendo-se, então, uma ligação direta entre indivíduo e Estado; manipulação clara e iminente, poderosa e irrefreável.
            Herbert Marcuse, um dos teóricos de Frankfurt, utilizava-se da sexualidade para o ataque à família ser bem sucedido. Para o pensador, a repressão sexual dos pais em face de seus filhos pequenos era fruto da sociedade capitalista. Para tanto, a erotização das crianças e seus eventuais abusos físicos deveriam ser fomentados para que a família perdesse seu controle sobre os rebentos, acabando com a repressão do sexo oriunda do capitalismo, desestabilizando o próprio sistema.
            É inegável que os frankfurtianos se tornaram uma referência do progressismo radical no século XX, ganhando inúmeros seguidores e simpatizantes ao longo do globo, em especial, é claro, no Ocidente.
            O marxismo cultural – o mais perverso inimigo da sociedade humana – angaria adeptos nos seguimentos de esquerda da política mundial, desde os democratas americanos até os partidos brasileiros, figurando em lugar de destaque o PT, PSOL, PCdoB, PSB e demais.
            Não se engane, leitor. O episódio do MAM de São Paulo é só a ponta do iceberg, bem como a exposição do “Queermuseum” no Sul do país. O próprio Ministério da Educação tem em seu programa curricular o ensinamento do sexo para criancinhas de ensino infantil e a propagação de material sexual explícito, como no caso do conhecido “kit gay” – saliento: o problema está na erotização das crianças e não na exposição das características homossexuais.
Toda a sociedade brasileira, como já falei outras vezes no blog, está envenenada pelo marxismo cultural, com o intuito claro e manifesto de destruição da família e de toda a moral judaico-cristã, para que o indivíduo seja facilmente manipulado pelo Estado e outras instituições de poder.
A moral do Ocidente é baseada no valor do trabalho, na dignidade da pessoa humana, na proteção e construção do ambiente familiar, no respeito à propriedade privada, à liberdade de expressão, à legítima defesa e tantos outros direitos naturais e essenciais do ser humano. Com estes valores, torna-se difícil fazer a revolução comunista, que prega justamente o contrário dos referidos dogmas.
Faz-se necessário, para a esquerda, tirar a família do jogo ideológico, enfraquecendo a rede de valores ocidentais que protegem as crianças, chegando, assim, a ter grandes possibilidades de manipulação coletiva para a revolução cultural marxista. E é isso o que aconteceu no MAM.
A pedofilia evidente no Museu é fruto justamente desta onda teórica que busca desintegrar a família por meio da erotização infantil, deixando de bandeja as crianças para as instituições de poder manipularem e doutrinarem. Uma hora utilizam-se da pedofilia sob a ótica da educação sexual; outra, sob a ótica do naturismo puro; chegou a vez de se utilizar do manto da expressão artística.
Cuidado, leitores. A revolução cultural está mais viva do que nunca.        


            

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