Platão
nasceu em 428 a.C., em Atenas, cidade-estado grega. Foi o maior discípulo de
Sócrates, sendo o expoente de seus trabalhos, um fiel evangelista.
Historiadores dizem que seu real nome era Arístocles,
entretanto, era conhecido pelo apelido Plátõn
(Platão), palavra grega que em português se equivale a “amplo”; uma possível
razão para esta alcunha é a tese de que Platão possuía os ombros bem largos e
fortes.
Foi
matemático e, obviamente, filósofo, tendo ficado mais conhecido pelo último
atributo. No que diz respeito à Filosofia, foi um dos maiores gênios da
humanidade. Tendo como mestre Sócrates, Platão educou e ensinou Aristóteles,
formando a “Santíssima Trindade” da Filosofia. Inicialmente, as preocupações de
Platão eram como muitas de seu mestre: buscar definições de conceitos abstratos,
como “virtude” e “justiça”, assim como afirmar que “certo” e “errado” não são
relativos. Em A República, Platão
formulou seu pensamento de cidade-estado ideal, colocando na pauta questões
referentes à virtude, além de aspectos práticos, como a coletivização da
propriedade.
| Busto de Platão, feito em mármore, |
Em
seus escritos, Platão sempre foi um ávido pensador do ideal, de que há, sim, a
perfeição. Este pensamento levou a formulação de um vocábulo moderno, muito
utilizado diariamente: “platônico”, que se refere a algo muito perfeito, um
desejo impossível. Ele sugere que deve existir alguma espécie de forma ideal
das coisas do mundo em que vivemos, sejam conceitos morais ou apenas objetos
físicos.
Platão
falou sobre objetos ao nosso redor. Quando vemos uma árvore, sabemos que é uma
árvore e podemos reconhecer todas as árvores, mesmo que estas se difiram em
diversos aspectos, afinal, apesar de diferentes, possuem a mesma essência.
Platão usou um exemplo matemático para reforçar sua teoria: afirmou que podemos
formular pela lógica que o quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo é
igual à soma dos quadrados dos catetos. Segundo ele, sabemos da veracidade
deste raciocínio ainda que o triângulo perfeito não exista em nenhum lugar do
mundo natural. Apesar disso, conseguimos compreender e imaginar o triângulo
perfeito em nossas mentes, usando a razão. Disse que, então, se estas formas
perfeitas existem elas se encontram em algum lugar além do mundo físico.
Este
pensamento foi a base para sua grande alegoria, o Mito da Caverna. Ele chamou o
mundo de coisas perfeitas que não se pode ver de Mundo Inteligível (mundo das
ideias); lá, a ideia de árvores perfeitas e triângulos perfeitos existiria, mas
os sentidos humanos não são capazes de enxergar ou sentir tal lugar. Segundo
ele, estaríamos atracados em um mundo de rascunho, o Mundo Sensível, no qual
teríamos apenas uma representação das coisas perfeitas do Mundo Inteligível.
Segundo
ele, as pessoas estariam aprisionadas desde o nascimento em uma caverna (Mundo
Sensível), e estas só poderiam olhar para frente, para uma grande parede. Neste
olhar, viam sombras de objetos, como árvores e triângulos, projetadas por uma
chama atrás dos prisioneiros, que era uma via de passagem dos objetos reais.
Tais sombras são tudo o que os prisioneiros conhecem, sem saber da realidade.
Se um prisioneiro se desamarrar e se libertar, terá a oportunidade de ver ele
mesmo os objetos, ao invés de apenas as sombras. Após toda uma vida de
confinamento, o indivíduo ficaria maravilhado e voltaria para seus
companheiros para contar a eles com enorme felicidade sobre o mundo real,
verdadeiro, sem visões deturpadas ou condicionamentos. Entretanto, os
prisioneiros não acreditariam, já que viveram toda a vida olhando apenas para
sombras e, para eles, as sombras são os objetos reais.
Com
isso, Platão diz que tudo que nossos sentidos aprendem no mundo material são
apenas imagens na parede da caverna, ou seja, simples representações da
realidade. Além disso, uma visão mais moderna e aplicada a situação política do
Brasil, vê-se que a estratégia de massificação das informações, condicionando
aqueles que sempre foram aprisionados, faz com que uma classe política – e
principalmente ideológica – se mantenha no poder.
De
fato, é visível para aqueles que saíram das correntes da caverna que toda a
população é condicionada a ter apenas
uma visão. A classe ideológica dominante - já há 13 anos - conseguiu com maestria
implantar uma ideologia tendenciosa em todos os setores da sociedade, levando a
uma grande parcela de identificação e submissão, características típicas de uma
política populista e ditatorial. As armas para esse sucesso foram a famosa luta de classes, que se traduz nos dias
atuais como “ódio de classes”: branco x negro; pobre x rico; homossexual x
heterossexual; patrão x empregado; mulher x homem, além, claro, da fomentação
do crime e do narcotráfico, aprisionando o cidadão inocente mais uma vez na
caverna.
Entretanto,
a mentira tem perna curta. Em algum momento, um prisioneiro se libertaria das
correntes e veria a realidade, nua e crua. Este cidadão, livre de qualquer
condicionamento ideológico e político, poderá, enfim, espalhar a verdade e
libertar todos aqueles que estiverem dispostos a tomar o amargo remédio da
verdade. E é isso o que vem acontecendo.
Vemos
hoje que tivemos durante 13 anos um condicionamento de mentalidade, doutrinando
principalmente os jovens e transformando os mesmos em soldados de guerra. Mas,
graças aos corajosos prisioneiros que viram a verdade, o mundo real pôde,
enfim, ser revelado a todos, mostrando os dois lados da moeda e os fatos da
História simplesmente como são. É um advento de esperança, na qual a arma mais
poderosa é a verdade.
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