terça-feira, 14 de junho de 2016

Vikings - série e realidade

Da esq, para a dir. : Floki, Aslaug, Ragnar, Bjorn, Lagertha e Rollo.
         A série Vikings é uma grande fonte de conhecimento sobre a história dos povos nórdicos. Este show foi criado pelo produtor e roteirista Michael Hirst, que possui no currículo a série The Tudors (2007) e os filmes Elizabeth (1998) e Elizabeth: A Era de Ouro (2007). Vikings é exibida pelo canal History Channel, distribuída pela Metro Goldwyn-Mayer e produzida pela Octagon Films e Take 5 Productions.
            O enredo tem como fonte primária os grandes saques dos escandinavos durante a Alta Idade Média (476 d.C. – 1000 d.C.). Com isso, o show traça a história narrativa dos vikings pela perspectiva do herói e rei Ragnar Lothbrok. Ragnar é um híbrido de mito e  realidade, assim como outras figuras históricas nórdicas. Na literatura escandinava, é filho do rei sueco Sigmund Ring, enquanto que na série, é apenas um guerreiro que ascende ao trono conquistando a tudo e a todos.
 As lendas nórdicas são narrativas parcialmente fictícias baseadas na tradição oral e em fatos reais, que foram escritas cerca de 200 a 400 anos após os eventos que elas retratam. Outras fontes utilizadas para a elaboração da série são os diversos registros das aventuras vikings, como os de saques feitos a Lindisfarne, também conhecida como Ilha Sagrada, na costa nordeste da Inglaterra.
A série é bem realística, explora muito bem as aventuras extraordinárias em que Ragnar liderou suas tribos até a Inglaterra e também a Paris, no reinado de Carlos III. Em uma leitura historiográfica, percebe-se fielmente os costumes dos povos nórdicos, como por exemplo, a forma política em que se dividiam. Não havia um grande estado viking, muito pelo contrário. Várias tribos eram dominadas por um guerreiro, e quanto mais tribos caíssem em seus domínios, se autoproclamava rei. Além disso, a agricultura familiar era a base dos alimentos, bem como a caça de peixes e animais típicos. A moeda de valor dos vikings, como muito bem demonstrado na série, eram as peças de ouro e prata, o que os faziam navegar pelo mundo saqueando o que encontrassem.
É também retratado o modo de vida religioso dos vikings. Bem como outras sociedades ritualísticas e mitológicas, o culto aos deuses era parte do cotidiano e da fé do homem nórdico, exaltando a Odin, Thor, Frey, Frida, entre outros. A série enfatiza muito a plenitude em relação a morte. Para os vikings, viver uma vida vitoriosa era a passagem para sentar-se ao lado dos deuses em Valhala, para, assim, viver a vida eterna na pureza e na divindade.
Com Vikings, o History Channel volta a ter um grande apreço e audiência do público, levando para a televisão uma série intrigante, muito bem produzida e com fidelidade aos relatos históricos, bem como um elenco talentosíssimo. Ragnar Lothbrok é encarnado pelo ator australiano Travis Fimmel que, recentemente, estrelou a obra cinematográfica do jogo warcraft, no filme Warcraft: O Primeiro Encontro de dois Mundos (2016); Rollo Lothbrok, irmão de Ragnar, é feito por Clive Standen; Lagertha, ex-esposa de Ragnar e uma feroz guerreira é contracenada por Katheryn Winnick. Estes são os três personagens principais.
Os domínios dos povos vikings
            A série está na quarta temporada, em hiatus para a quinta e demais sequências. Indico-a, pois demonstra muito bem a realidade, o modo de vida e a saga viking como nenhuma outra produção televisiva. As tramas ramificadas dos fatos históricos que Michael Hirst incumbe a série fazem o telespectador se prender a tela e saber mais sobre a sociedade nórdica, suas guerras e mitologia. Com certeza é uma série que te tirará do sofá da sala e te levará aos salões de Valhala junto dos mais mortais guerreiros vikings que já habitaram a Escandinávia.


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