| Da esq, para a dir. : Floki, Aslaug, Ragnar, Bjorn, Lagertha e Rollo. |
A
série Vikings é uma grande fonte de
conhecimento sobre a história dos povos nórdicos. Este show foi criado pelo
produtor e roteirista Michael Hirst, que possui no currículo a série The Tudors (2007) e os filmes Elizabeth (1998) e Elizabeth: A Era de Ouro (2007). Vikings é exibida pelo canal History Channel, distribuída pela
Metro Goldwyn-Mayer e produzida pela Octagon Films e Take 5 Productions.
O enredo tem como fonte primária os grandes saques dos
escandinavos durante a Alta Idade Média (476 d.C. – 1000 d.C.). Com isso, o
show traça a história narrativa dos vikings pela perspectiva do herói e rei
Ragnar Lothbrok. Ragnar é um híbrido de mito e realidade, assim como outras
figuras históricas nórdicas. Na literatura escandinava, é filho do rei sueco
Sigmund Ring, enquanto que na série, é apenas um guerreiro que ascende ao trono
conquistando a tudo e a todos.
As lendas nórdicas são
narrativas parcialmente fictícias baseadas na tradição oral e em fatos reais, que foram escritas cerca de 200 a 400
anos após os eventos que elas retratam. Outras fontes utilizadas para a
elaboração da série são os diversos registros das aventuras vikings, como os de
saques feitos a Lindisfarne,
também conhecida como Ilha Sagrada, na costa nordeste da Inglaterra.
A série é bem realística, explora muito
bem as aventuras extraordinárias em que Ragnar liderou suas tribos até a
Inglaterra e também a Paris, no reinado de Carlos III. Em uma leitura
historiográfica, percebe-se fielmente os costumes dos povos nórdicos, como por
exemplo, a forma política em que se dividiam. Não havia um grande estado
viking, muito pelo contrário. Várias tribos eram dominadas por um guerreiro, e quanto mais tribos caíssem em seus domínios, se autoproclamava rei. Além
disso, a agricultura familiar era a base dos alimentos, bem como a caça de
peixes e animais típicos. A moeda de valor dos vikings, como muito bem
demonstrado na série, eram as peças de ouro e prata, o que os faziam navegar
pelo mundo saqueando o que encontrassem.
É também retratado o modo de vida
religioso dos vikings. Bem como outras sociedades ritualísticas e mitológicas,
o culto aos deuses era parte do cotidiano e da fé do homem nórdico, exaltando a
Odin, Thor, Frey, Frida, entre outros. A série enfatiza muito a plenitude em
relação a morte. Para os vikings, viver uma vida vitoriosa era a passagem para
sentar-se ao lado dos deuses em Valhala, para, assim, viver a vida eterna na
pureza e na divindade.
Com Vikings,
o History Channel volta a ter um grande apreço e audiência do público, levando
para a televisão uma série intrigante, muito bem produzida e com fidelidade aos
relatos históricos, bem como um elenco talentosíssimo. Ragnar Lothbrok é
encarnado pelo ator australiano Travis Fimmel que, recentemente, estrelou a
obra cinematográfica do jogo warcraft, no filme Warcraft: O Primeiro Encontro de dois Mundos (2016); Rollo
Lothbrok, irmão de Ragnar, é feito por Clive Standen; Lagertha, ex-esposa de
Ragnar e uma feroz guerreira é contracenada por Katheryn Winnick. Estes são os
três personagens principais.
| Os domínios dos povos vikings |
A série está
na quarta temporada, em hiatus para a
quinta e demais sequências. Indico-a, pois demonstra muito bem a realidade, o
modo de vida e a saga viking como nenhuma outra produção televisiva. As tramas
ramificadas dos fatos históricos que Michael Hirst incumbe a série fazem o
telespectador se prender a tela e saber mais sobre a sociedade nórdica, suas
guerras e mitologia. Com certeza é uma série que te tirará do sofá da sala e te
levará aos salões de Valhala junto dos mais mortais guerreiros vikings que já
habitaram a Escandinávia.
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